Biografia

Em 2000, dois recordes são reconhecidos. Na edição do milênio do Livro dos Recordes (The Guinness Book of World Records 2000 Millennium Edition), Michael é citado como o artista que mais fez caridade, seja através de suas organizações ou usando sua popularidade para atrair patrocinadores. Sabe-se que pelo menos 39 organizações de caridade receberam seu apoio. Em Monte Carlo no “World Music Awards“, Michael recebe o prêmio de “Artista do Milênio“.

2001, as premiações continuam. No dia 19 de março Michael entrou com a sua carreira solo no “Rock and Roll Hall of Fame and Museum“. O grupo pop N*SYNC fez a apresentação de Michael na cerimônia. Michael já integrava o Hall desde 1997 através do grupo que formou com seus irmãos. Jermaine Jackson, desde então afirmava que um novo disco dos Jacksons seria lançado, e este contaria com Michael. Expeculou-se que o álbum chamaria-se simplesmente “J5”.

“30th Anniversary Celebration, The Solo Years” – Madison Square Garden, 2001.

Em setembro Michael comemorou seus 30 anos de carreira de sucesso realizando dois shows em NY repleto de convidados especiais, entre eles seus irmãos THE JACKSONS, o grupo *NSYNCBritney SpearsWhitney Houston, Samuel L Jackson, Chris Tucker, Liz Taylor entre outros. Os show se tornaram um especial na CBS e bateu recordes de audiência na TV americana. Sendo inclusive reprisado com novas cenas.

Em 29 de outubro de 2001, Michael lançou “Invincible“, mas antes o primeiro single do álbum, “You rock my world“, vasou para internet, o que motivou a Sony a fazer uma premiére oficial na web no dia 24 de agosto . Menos de 3 semanas depois o single foi parar no “Top 10” da parada americana da Billboard. O single também ganhou um curta-metragem com participações especiais de Marlon Brandon (O poderoso chefão) e Chris Tucker (A hora do rush).

Simultaneamente ao lançamento do álbum “Invincible”, a Sony ainda remasterizou e relançou edições especiais de “Off The Wall“, “Thriller“, “Bad” e “Dangerous“. Os 3 primeiros com extras (demos, faixas inéditas e entrevistas com o maestro Quincy Jones). Além disso todos os álbuns ganharam novos livretos com fotos inéditas.

O single seguinte foi “Cry”, uma bela balada escrita por R. Kelly, que teve um video clipe sem Michael. Especulou-se que a ausência de Michael era prova que naquele momento o “casamento” entre o artista e a gravadora Epic/Sony começava a ruir. “Invincible“, recém-lançado, vendeu 6 milhões de cópias no mundo em apenas 30 dias, nunca um disco vendeu tanto em tão pouco tempo. Porém devido a uma disputa entre Michael e Tommy Mottola, presidente da Sony Music, que queria a todo custo a parte do catálogo dos Beatles que pertence a Jackson, os dois brigaram. A briga rendeu um boicote na promoção e divulgação do álbum de Michael que acabou saindo das paradas. Com isso as vendagens cairam bruscamente no início de 2002. Estima-se uma venda superior à 10 milhões de cópias (mais de 2 milhões somente nos EUA). Ainda assim Michael fez grande sucesso com outro single “Butterflies” que terminou o ano de 2002 em #12 na categoria R&B segundo a Billboard. Já o disco ficou em #8 nessa mesma categoria. Nada mal, para um disco promovido pouco mais de 60 dias.

Paralelo as brigas com a gravadora, Michael foi colecionando prêmios importantes durante o ano de 2002. Iniciou o ano recebendo o prêmio de “Artista do Século” do American Music Awards, o seu amigo, o ator Chris Tucker fez a entrega.

Depois em Berlin foi reconhecido como o “Artista do Milênio” no Bambi Awards, a maior premiação de cultura da Alemanha. O tenista alemão Boris Becker lhe entregou o troféu. Ainda no mesmo ano entrou pela terceira vez no “Rock and Roll Hall of Fame”, desta vez como compositor.

O ano de 2002 ainda teve dois episódios controversos. Num deles a MTV americana faria a sua premiação anual justamente no dia 29 de agosto (dia do aniversário de Michael) e anunciou que entregaria ao Rei do Pop o prêmio de “artista do milênio”. Tal informação constava no site da MTV (mtv.com) e a cantora Britney Spears usou esse termo ao chamar Michael ao palco. Depois a MTV voltou atrás (retirou a informação do site) e disse que não se tratava de nenhum prêmio e sim de uma homenagem a Michael no dia de seu aniversário.

No outro episódio, Michael que estava num hotel em Berlin para receber o prêmio de artista do milênio no Bambi Awards, foi até a sacada do seu quarto com o seu filho mais novo e o exibiu aos milhares de fãs que se concentravam em frente ao hotel, atendendo assim o pedido da multidão. Tal ato gerou polêmica mundial e Michael se desculpou dizendo que apesar da segurança no movimento, ele havia cometido um erro.

Em 2003, Michael voltou a Gary, Indiana e recebeu as chaves da cidade das mãos do prefeito.

Também foi exibido na Inglaterra (e posteriormente nos EUA e resto do mundo), o programa “Living with Michael Jackson” (Vivendo com Michael Jackson) do jornalista Martin Bashir. Nele Michael deu longas entrevistas ao jornalista, exibiu o seu rancho como nunca antes o fizera, mostrou o seu estilo de vida, afirmou ser “Peter Pan no coração” e admitiu dormir com crianças em sua casa.

A afirmação de Michael e a forma sensacionalista como Bashir conduziu o programa (sempre levantando suspeitas sobre o comportamento de Michael com as crianças) gerou polêmica na mídia e motivou um novo processo contra o cantor. A suposta vítima foi justamente um garoto que aparecia em destaque no programa e que sempre o elogiou. Para completar o “thriller”, o promotor foi justamente o mesmo do caso de 1993, Sr. Tom Sneddon.

Em 18 de novembro, o Rei do Pop lançou o álbum “Number Ones“, uma coletânea de sucessos que alcaçaram a primeira posição no mundo. O álbum contava com um single inédito “One More Chance” que nos remete ao estilo de Jackson no começo dos anos 80. No mesmo dia, o promotor Tom Sneddon conseguiu uma ordem de prisão para Michael Jackson e a polícia de Santa Bárbara invadiu o rancho de Michael Jackson, Neverland Valley, a fim de encontrar o cantor e evidências de um suposto crime. Michael não foi encontrado na busca, mas se apresentou espontaneamente à polícia dois dias depois. Foi algemado e fichado. Pagou uma fiança de 3 milhões de dólares para responder ao processo em liberdade. Mais tarde foi formalmente acusado de sequestrar e fornecer bebida a um menor a fim de abusar sexualmente dele (foram dez acusações ao todo).

Em 2004 três coletâneas dos Jacksons são lançadas (“The Essential”, “The Jacksons Story” e “The Very Best Of”), com excelente recepção na Europa. Em 16 de novembro é lançada uma caixa luxuosa entitulada “Michael Jackson: The Ultimate Collection” contendo 4 CDs com sucessos de toda a sua carreira (1969 a 2004) e 1 DVD contendo o show da turnê “Dangerous”. Em dezembro Michael lançou seu novo site oficial na internet: MJJSource.com.

Em 31 de janeiro de 2005 começou o julgamento de Michael que não pôde ser filmado. A cobertura da imprensa americana foi parcial e no Brasil idem. Ao longo do julgamento, a defesa provou que a família tinha um histórico de fraudes e processos indenizatórios, demonstrou inconsistências nos depoimentos da suposta vítima e das testemunhas e em contra partida a promotoria não conseguiu sequer uma coerência cronológica nos fatos que tentavam provar, assim como não exibiram nenhuma prova ao júri.

Assim em 13 de junho, após duas semanas de deliberações o júri considerou o cantor inocente, por unanimidade, de todas as acusações.

Dia 19 de julho a Sony lançou uma coletênea dupla de Michael chamada “The Essential” que estreiou em primeiro lugar no Reino Unido e em 128º nos EUA. A coletânea compreende toda a carreira do astro: desde os tempos de Jackson Five (1969) até o último álbum “Invincible” (2001).

Em 2006, Michael que estava no Barein foi ao Japão receber o prêmio de lenda (“Legend Award”) no “Video Music Award” da MTV local. No mesmo ano Michael foi à Londres no escritório do Guinness World Records receber oito certificados. A lista inclui o título de “vocalista mais jovem a liderar a parada norte-americana de singles”, o de “primeiro vocalista a estrear direto no primeiro lugar da parada norte-americana”, com “You Are Not Alone”, de 1995, o “primeiro artista a receber mais de 100 milhões de dólares em um ano”, “o artista mais bem pago de todos os tempos”, “o primeiro artista a vender mais de 100 milhões de álbuns fora dos Estados Unidos”, “o maior número de semanas no topo da parada de álbuns norte-americana”, por “Thriller”, o “clipe mais bem-sucedido” por “Thriller” e o “artista mais bem-sucedido de todos os tempos”.

Ainda em Londres, Michael recebeu o prêmio “Diamond” do “World Music Awards” das mãos da cantora americana Beyoncé, que disse: “Se não fosse por Michael Jackson, eu nunca teria me apresentado. Eu te amo, todos te amamos.” O “Diamond Award” é dedicado a artistas com vendas superiores a 100 milhões de discos e Jackson é reconhecidamente o artista de maior vendagem da história com cerca de 750 milhões de discos.

Em 25 de dezembro Michael perde o seu maior ídolo, James Brown. Dias depois, Michael comparece ao velório do Pai do Soul e emocionado, chora e beija a testa de Brown. Michael fez o seguinte discurso:

“James Brown é a minha maior inspiração. Desde quando eu era criança, com menos de seis anos, minha mãe me acordava, não importava que horas eram, se eu estava dormindo, não importa o que eu estava fazendo, para assistir à televisão e ver o mestre em ação. E quando eu o via dançando, eu ficava encantado. Nunca tinha visto alguém se apresentar como James Brown e, naquele momento, eu sabia que era exatamente aquilo que eu queria fazer pelo resto da minha vida, por causa de James Brown.”

No início de 2007, Michael Jackson voltou para os Estados Unidos, após morar no Barein, na França e na Irlanda.

Em janeiro de 2008, Michael ganhou dois prêmios de honra: um da NRJ Music Awards na França e outro do BET Honors em Washington, EUA.

Thriller 25: em fevereiro, em celebração ao 25° aniversário de “Thriller” foi lançado uma nova edição ampliada do álbum, o mais vendido de todos os tempos. “The Thriller – 25th Anniversary Edition” incluiu o álbum original, bem como vários bônus, dentre os quais: a inédita “For All Time” (sobra original do álbum), os duetos/remixes de Fergie em “Beat it”, Will.I.Am em “The Girl Is Mine” e “P.Y.T.”, Akon em “Wanna Be Startin’ Somethin'” e Kanye West em “Billie Jean”. O CD acompanha um DVD apresentando os curta-metragens do álbum restaurados, somados a apresentação de “Billie Jean”, retirado do especial de tv: “Motown 25: Yesterday, Today, Forever” (transmitido pela primeira vez pela NBC em 16 de maio de 1983).

Em entrevista publicada na edição da revista Rolling Stone (Estados Unidos) em março, Akon citou haver uma segunda colaboração musical com Michael Jackson: “Hold My Hand”. A música vazou na internet em julho, o que parece ter deixado Michael chateado à época.

Em comemoração ao aniversário de 50 anos de Michael Jackson, a Sony lançou no mundo inteiro, um álbum chamado “King of Pop”, a coletânea teve edições exclusivas para vários países, e a seleção das músicas foi feita por seus fãs em cada país. Fato inédito até então.

Em 10 de Novembro, Michael vendeu a propriedade a qual chamava de Neverland e a qual viveu por mais de 15 anos, até 2005. O rancho foi vendido à Sycamore Valley Ranch Company LLC, empreendimento conjunto entre Michael Jackson e uma divisão da companhia Colony Capital.